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Por que eu repito o mesmo tipo de relacionamento?

Atualizado: 2 de mar.

Muda o nome, o contexto e, às vezes, até o país, mas a sensação permanece a mesma.


Em algum momento, essa percepção surge, geralmente acompanhada de cansaço e confusão. As pessoas e histórias podem ser diferentes, mas o lugar emocional que você ocupou nelas parece familiar.


Talvez você se relacione sempre com alguém que não está emocionalmente disponível. Ou talvez você tenha o costume de se adaptar, ceder e diminuir para não perder o vínculo ou o afastamento, quando a relação começa a exigir algo mais real.

E então vem a pergunta: “Por que isso sempre acontece comigo?” É hora de ter uma resposta honesta, que faça sentido, não que culpe.


Cada maneira de se relacionar tem uma origem. O psicólogo Carl Rogers disse que, desde pequenos, aprendemos quais partes de nós são aceitáveis e quais precisam ser escondidas ou mudadas para sermos aceitos. As regras não ditas que internalizamos sobre o que precisamos ser para merecer amor.


Quando uma criança aprende que precisa ser dócil, discreta, prestativa ou controlada emocionalmente para ser amada, isso não some na vida adulta. Vira um modo automático de funcionar.

Não é fraqueza, é uma estratégia que, em algum momento, fez sentido. O problema é que as estratégias de sobrevivência emocional não sabem quando o perigo passou. O que antes protegia pode continuar funcionando, mesmo em situações onde seria possível algo diferente.


Na psicoterapia, o trabalho não é mudar comportamentos ou dar um roteiro novo. É criar um espaço para entender essa lógica com curiosidade, não com julgamento. Onde você possa perceber: “Eu faço isso. Entendo de onde veio. E posso escolher diferente agora."

Entender um padrão relacional não é se culpar por ele. É talvez a primeira vez que você o vê com clareza suficiente para que ele pare de ser inevitável.


Se você se identificou com algo aqui e quer entender melhor como esses padrões funcionam na sua vida, a psicoterapia pode ser um espaço para isso. Estou aqui para conversar.

 
 
 

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